Japonenes fazem ato contra a guerra
PUBLICAÇÃO
sábado, 08 de março de 2003
France Presse 
Tóquio Uma manifestação contra a guerra no Iraque reuniu cerca de 30 mil pessoas ontem, em Tóquio. O governo japonês deu seu apoio a uma proposta de ultimato, com data de 17 de março, para o desarmamento total iraquiano. Milhares de manifestantes no parque de Hibiya, nas proximidades do bairro dos ministérios, exibiam cartazes pedindo ao primeiro-ministro Junichiro Koizumi que ''não venda o Japão''.
''A grande maioria dos japoneses é contra a guerra, mas Koizumi age como se todo o povo pertencesse ao sistema norte-americano'', protestou um aposentado de 71 anos, que se identificou como Kei.
A Constituição pacifista redigida depois da derrota de 1945 proíbe ao Japão intervir em conflitos territoriais.
Segundo uma pesquisa de opinião divulgada segunda-feira pela agência Jiji, 84% dos japoneses se opõem a uma intervenção militar norte-americana no Iraque.
Atentados Pequenos grupos de extrema-esquerda poderão cometer atentados na Alemanha no caso de uma guerra no Iraque, advertiu o promotor-geral alemão, Kay Nehm, em uma entrevista concedida à revista Focus, que sairá às bancas amanhã.
Uma ameaça similar pode vir da parte de militantes islamitas, acrescenta Nehm, dizendo que baseou sua análise em ''experiências precedentes de luta contra os terroristas na Alemanha''.
Ontem, a direção iraquiana pediu o levantamento do embargo imposto pela ONU desde 1990, considerando que os informes dos chefes dos inspetores, Hans Blix e Mohamed ElBaradei, provam que o Iraque não possui armas de destruição em massa, segundo um canal de televisão local.


