Tóquio - Quatro condenados à morte por homicídio, dois deles septuagenários, foram enforcados ontem no Japão, marcando, no dia de Natal, o fim de uma moratória de mais de 15 anos. Como é hábito no país, as autoridades não divulgaram as identidades dos condenados nem os locais de execução, uma ''opacidade'' denunciada regularmente pelas organizações de defesa dos direitos humanos.
Japão e EUA são os únicos países industrializados que não aboliram a pena de morte. Depois que o primeiro-ministro, Shinzo Abe, partidário da pena capital, assumiu o poder, o novo ministro da Justiça, Jinen Nagase, sugeriu que as execuções poderiam ser retomadas. Segundo pesquisa feita em 2004, 80% dos japoneses são a favor da pena capital para crimes cruéis.
Autoridades judiciais ''tomaram esta decisão por motivos políticos e de segurança pública, considerando necessário que 2006 não terminasse sem execuções'', avaliou o jurista Azaho Mizushima. Já a Anistia Internacional denunciou a rapidez dessas execuções, que não permitiu aos condenados avisar seus familiares e amigos.

mockup