São Pau­lo- A pro­mes­sa do fu­tu­ro pri­mei­ro-mi­nis­tro do Ja­pão, Yu­kio Ha­to­ya­ma, de cor­tar 25% das emis­sões de ga­ses-es­tu­fa do ­país até 2020 em re­la­ção a 1990 ­cria um cli­ma de pres­são so­bre na­ções ri­cas nas ne­go­cia­ções pa­ra o no­vo tra­ta­do do cli­ma. A me­di­da anun­cia­da on­tem, po­rém, dei­xou cla­ro que, sem um com­pro­me­ti­men­to ­maior dos EUA, o blo­co con­ti­nua­rá mui­to ­aquém da me­ta apon­ta­da por cien­tis­tas co­mo ­ideal.
  So­ma­das to­das as pro­mes­sas ­mais ou­sa­das do gru­po de paí­ses que ­mais con­tri­buiu pa­ra o agra­va­men­to do efei­to es­tu­fa, ape­nas 15% dos ga­ses-es­tu­fa se­riam cor­ta­dos até 2020. A ciên­cia, po­rém, afir­ma que só um cor­te da or­dem de 40% nes­se pe­río­do po­de evi­tar que o pla­ne­ta não aque­ça ­mais de 2º C até o fim do sé­cu­lo. ‘‘É cla­ro que o Ja­pão não vai con­se­guir ­frear a mu­dan­ça cli­má­ti­ca so­zi­nho com sua re­du­ção de ­emissões’’, afir­mou Ha­to­ya­ma, lí­der do Par­ti­do De­mo­cra­ta, que ven­ceu as elei­ções ja­po­ne­sas na se­ma­na pas­sa­da.

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