O Japão chora o desaparecimento de seu mais famoso cineasta, Akira Kurosawa, que morreu domingo aos 88 anos de idade, a quem o governo vai condecorar a título póstumo. O primeiro-ministro Keizo Obuchi homenageou ontem a memória do ‘‘imperador do cinema japonês’’, declarando que foi através dos filmes de Kurosawa, em particular ‘‘Viver’’ (1952), que aprendeu a amar a sétima arte.
O chefe de governo decidiu conceder ao cineasta a título póstumo a Medalha da Honra Nacional, a mais alta condecoração japonesa, em reconhecimento à sua obra cinematográfica, que converteu Kurosawa em indiscutível mestre de gerações de diretores de todo o mundo, com filmes como ‘‘Rashomon’’ (1950), ‘‘Os sete samurais’’ (1954) ou ‘‘Kagemusha’’ (1980).
‘‘Sua obra é admirada não somente no Japão, mas também internacionalmente, deu fama ao cinema japonês em todo o mundo e devolveu a confiança ao Japão depois da derrota da Segunda Guerra Mundial’’, estimou o porta-voz e secretário-geral do governo, Hiromu Nonaka.
Os meios de comunicação japoneses foram unânimos na homenagem ao cineasta, enquanto o público compareceu em massa às videotecas para obter seus filmes disponíveis.

mockup