O Japão cogita ampliar a área de isolamento nos arredores da usina nuclear Daiichi, em Fukushima, caso os níveis de radiação aumentem. Segundo afirmou hoje (31) o principal porta-voz do governo, Yukio Edano, não há planos imediatos para tal medida, mas a situação será revista regularmente.

Ontem, a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) informou que detectou radiação de césio-137 maior que o dobro do limite recomendado na cidade de Iitate, 40 quilômetros a noroeste da usina. O Japão estabeleceu uma área de isolamento de 20 quilômetros, além de pedir aos moradores de uma área entre 20 e 30 quilômetros que deixem suas casas voluntariamente.

Um porta-voz da Agência de Segurança Nuclear e Industrial, Hidehiko Nishiyama, informou à imprensa que autoridades estão analisando se os moradores de Iitate podem receber ordens para deixar suas casas. Segundo ele, há pouco mais de 100 pessoas vivendo no raio de um quilômetro detectado com radiação acima do permitido pela AIEA.

Ainda conforme o porta-voz da agência uma leitura feita ontem mostrou que a radiação em águas adjacentes à usina estava 4.385 vezes acima do permitido.

As informações são da Dow Jones.


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