Japão pessimista face à crise dos reféns no Peru
PUBLICAÇÃO
domingo, 26 de janeiro de 1997
France Presse, de Beppu, Japão 
O primeiro-ministro japonês, Ryutaro Hashimoto, declarou-se ontem pessimista sobre as perspectivas de uma imediata resolução da crise na embaixada japonesa no Peru.
Segundo uma fonte do Ministério japonês das Relações Exteriores, Hashimoto fez esta declaração durante uma reunião em Beppu (região central do país) com o presidente sul-coreano Kim Young-Sam, em visita oficial ao Japão.
A Coréia do Sul está preocupada com a situação no Peru. Esperamos que haja uma solução pacífica o quanto antes, disse Kim, segundo a fonte.
Quando Kim lhe perguntou se havia esperanças de um desenlace rápido para a tomada dos reféns, Hashimoto respondeu não há perspectivas, segundo a fonte.
Um grupo de rebeldes peruanos do Movimento Revolucionário Tupac Amaru (MRTA) tomou de assalto a embaixada japonesa em Lima durante uma recepção há cinco semanas. Setenta e três reféns continuam em poder dos rebeldes.
Guerra de nervos A guerra de nervos em torno da embaixada do Japão em Lima aumentou na noite de sexta-feira com um novo e mais espetacular movimento de tropas de assalto, o segundo registrado em menos de 10 horas. Cerca de 50 homens armados com fuzis e sofisticados aparelhos de visão noturna dispuseram-se em frente à sede diplomática. A manobra foi iniciada às 22h30 locais e durou 15 minutos, depois dos quais os policiais se retiraram sem que as autoridades policiais tivessem informado sobre as razões desta mobilização que chamou a atenção dos vizinhos e de centenas de jornalistas que montam guarda na região.


