São Paulo - O Japão pediu formalmente aos Estados Unidos ajuda para resfriar os reatores nucleares do complexo de Fukushima Daiichi, danificado pelo terremoto devastador da última sexta-feira.
Mais cedo, o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Yukiya Amano, afirmou que é ''muito improvável'' que a crise nuclear japonesa se compare à explosão da usina nuclear de Tchernobil, na Ucrânia, em 1986.
''O governo japonês pediu oficialmente ajuda aos Estados Unidos'', indicou a Comissão Reguladora Nuclear americana (NRC). ''A NRC estuda a resposta que dará a este pedido e que compreende o aconselhamento técnico''.
A comissão já mandou ao Japão dois funcionários com conhecimento em reatores nucleares com água, como parte de uma equipe da Agência dos Estados Unidos para Desenvolvimento Internacional (USAID).
Amano havia dito que o Japão pediu oficialmente ao organismo da ONU que envie uma equipe de especialistas para ajudar na atual crise nuclear. ''Hoje (ontem), o governo do Japão pediu à agência que enviemos missões de especialistas. Estamos discutindo os detalhes com o Japão'', afirmou Amano aos representantes dos Estados membros durante uma reunião de informação técnica a portas fechadas na sede da AIEA em Viena.
A AIEA fez uma oferta formal ao governo japonês imediatamente depois do terremoto e do tsunami de sexta-feira passada, que provocaram graves danos a reatores nucleares da usina de Fukushima.
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Um terceiro reator da usina nuclear de Fukushima apresentou problemas no sistema de refrigeração, depois das duas explosões que ocorreram no local por causa da acumulação de hidrogênio. As funções de refrigeração do reator número 2 da central de Daiichi pararam por causa dos problemas provocados pelo terremoto.
O porta-voz do governo, Yukio Edano, afirmou que os responsáveis pela unidade têm ''tudo preparado'' para injetar água do mar no reator, a fim de tentar controlar sua temperatura. A companhia operadora da central, a Tokyo Electric Power (Tepco), informou que foi detectada uma queda do nível de água desse reator, embora tenha relatado que não deixou descobertas suas barras de combustível.
Os problemas no reator número 2 da central aconteceram pouco após uma explosão por acumulação de hidrogênio no recipiente secundário de contenção do reator número 3, que também sofria problemas de refrigeração.
A explosão foi similar à ocorrida no sábado no reator número 1 dessa unidade e, igual a essa ocasião, não causou danos em seu recipiente primário nem vazamento maciço de radiação, segundo o governo.
O ministro Edano disse que as autoridades ''farão todo o possível'' para impedir que o recipiente secundário de contenção do reator número 2 sofra por sua vez uma explosão.
Também ontem, a Tepco informou que a situação de emergência terminou nos reatores 1 e 3 de Fukushima. A temperatura em ambos os reatores já caiu e é estável, por isso que já não trazem perigo.
As autoridades ordenaram no final de semana a retirada em um raio de 20 quilômetros em torno da usina nuclear, embora no momento da explosão de ontem havia cerca de 500 pessoas que ainda não tinham abandonado suas casas e que foram transferidas depois para outro lugar. O governo disse que os níveis de radiação a cinco quilômetros da central era similar ao de domingo e descartou a existência de um vazamento em massa.

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