Tóquio O Japão comunicou ontem que no momento não há condições para o envio de um contingente militar japonês ao Iraque, após o atentado contra tropas italianas que deixou 28 mortos na véspera. ''Se a situação permitir a participação das forças de autodefesa (Exército japonês) em uma missão no Iraque, poderão viajar em qualquer momento, mas, lamentavelmente, não vivemos uma situação deste tipo'', disse o porta-voz do governo, Yasuo Fukuda.
Atendendo a uma solicitação dos Estados Unidos, o Japão aprovou em julho passado uma lei que permite o envio de militares japoneses a zonas de conflito, o que não era autorizado pela Constituição pacifista promulgada após a II Guerra Mundial.
O governo japonês planejava enviar uma primeira missão de reconhecimento com 150 militares a Samawa, no sul do Iraque, até meados de dezembro, segundo o jornal Nihon Keizai Shimbun. Esta missão de reconhecimento iria preparar a base para receber o principal do corpo expedicionário japonês de 600 a 700 homens em janeiro.
Previsto inicialmente para novembro, o envio do primeiro contingente japonês ao Iraque foi retardado pela primeira vez após o mortífero atentado contra a sede da ONU em Bagdá, em agosto passado.
O primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi, disse à imprensa que o Japão segue decidido a participar da reconstrução do Iraque, apesar da violência.
O atentado com um caminhão-bomba contra a base militar italiana em Nassiriyah, sul do Iraque, matou 19 italianos e 9 iraquianos na quarta-feira.
Coréia do Sul confirma O presidente sul-coreano Roh Moo Hyun autorizou o envio de um contingente de 3.000 soldados ao Iraque, informou ontem o porta-voz presidencial Yoon Tae Young. Os Estados Unidos queriam muito mais soldados sul-coreanos. ''Mais de 5.000'', segundo a imprensa.
O presidente solicitou aos ministérios envolvidos que preparem uma mobilização ''que não deve superar os 3.000 homens'', disse o porta-voz.

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