Tóquio - O governo do Japão anunciou ontem que vai examinar o segundo pedido de extradição de Alberto Fujimori apresentada por Lima contra o ex-presidente peruano, que se refugiou no país asiático em 2000 após se envolver num escândalo de corrupção.
''Vamos estudar detalhadamente a segunda petição de extradição'', disse um funcionário do ministério das Relações Exteriores japonês.
O embaixador peruano em Tóquio, Luis Macchiavello, apresentou às autoridades japonesas a segunda petição de Lima, que acusa Fujimori de desvio de fundos públicos e falsificação de documentos.
''Pedimos ao governo japonês que responda o antes possível'', afirmou ontem Macchiavello durante uma entrevista à imprensa na embaixada peruana em Tóquio.
O governo peruano apresentou a primeira demanda de extradição em julho de 2003 alegando a responsabilidade política do ex-presidente na morte de 25 cidadãos em 1991 e 1992.
Mas as autoridades japonesas negaram a extradição de Fujimori, de 66 anos, alegando que tem nacionalidade japonesa e por falta de um tratado de extradição entre os dois países.
Tóquio confirmou em dezembro de 2000 a cidadania japonesa de Fujimori, filho de emigrantes japoneses no Peru. ''Durante 63 e 64 anos foi um cidadão peruano. Pedimos a extradição de um cidadão peruano'', disse Macchiavello.
O Peru acusa Fujimori de ser responsável por vários assassinatos e de desfalque, acusações que nega afirmando que é vítima de uma perseguição política.

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