Japão deve eleger novo governo com velhas figuras
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sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Agência Estado 
São Paulo - Os eleitores do Japão escolhem, amanhã, todos os 480 representantes da câmara baixa do Parlamento, a Câmara dos Deputados local. As pesquisas indicam vitória folgada da oposição, rompendo cinco décadas quase ininterruptas do Partido Liberal Democrático (PLD) no poder. Para analistas, a esperada mudança não representará necessariamente uma renovação da liderança política do país.
Será um novo governo, com velhas figuras, aponta Alexandre Uehara, professor de Relações Internacionais das Faculdades Integradas Rio Branco. O pesquisador lembra que um grande problema no Japão é a ausência de novas lideranças.
Segundo as sondagens, o grande vitorioso será o Partido Democrático do Japão (PDJ). Se isso acontecer, o próximo primeiro-ministro será Yukio Hatoyama, 62 anos, que fundou o PDJ depois de militar por anos no PLD. No Japão, o dirigente do partido majoritário na câmara baixa é tradicionalmente designado primeiro-ministro, em votação do Parlamento.
Tudo indica que será uma vitória arrasadora da oposição. Será uma surpresa se não for, observou o cientista político japonês Takashi Inoguchi, professor da Universidade da Prefeitura (Estado) de Niigata, no Japão, em entrevista por telefone para a Agência Estado. Além disso, o Senado também está nas mãos do PDJ, lembra, referindo-se à vitória da sigla nas eleições de 2007 para a câmara alta do Parlamento.
A economia é um dos principais fatores na disputa. O país entrou em recessão no segundo trimestre de 2008, na pior retração desde a Segunda Guerra Mundial (1939-45). Os japoneses sofreram com a queda das exportações de produtos como veículos e eletroeletrônicos, na esteira da crise mundial. Em meados deste mês, autoridades anunciaram crescimento no segundo trimestre de 2009 e a consequente saída da recessão. Os estragos da crise para a atual administração, porém, não parecem reparados.


