Japão descarta pedir perdão por Pearl Harbor
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quarta-feira, 07 de dezembro de 2016
Folhapress 
São Paulo - O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, prestará homenagem aos mortos em Pearl Harbor, mas não pedirá perdão durante a viagem, a primeira de um líder nipônico à base americana, anunciou um porta-voz do governo. A viagem acontecerá pouco depois de uma visita histórica de Barack Obama a Hiroshima, a primeira de um presidente dos Estados Unidos no exercício do cargo à cidade atingida pela primeira bomba nuclear. A visita será entre 26 e 27 de dezembro.
"O propósito desta visita é recordar os mortos da guerra, mas não pedir perdão", afirmou o porta-voz do governo, Yoshihide Suga, em uma entrevista coletiva. "A visita vai servir como uma oportunidade para mostrar às futuras gerações nossa resolução de não repetir os horrores e o sofrimento da guerra, além de uma oportunidade para mostrar a reconciliação entre os japoneses e os Estados Unidos", completou.
Abe prestará homenagem aos mortos no surpreendente bombardeio à base do Havaí, que provocou a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial em 1941. O ataque japonês contra a base americana, que matou mas de 2.400 soldados e civis, completa 75 anos em 2016.
A Segunda Guerra Mundial terminou em agosto de 1945, depois que os Estados Unidos lançaram duas bombas nucleares em Hiroshima e Nagasaki, que forçaram o Japão a uma rendição.
Abe, um político nacionalista que já foi criticado por tentar minimizar o papel do Japão na guerra, pretende viajar ao Havaí nos dias 26 e 27 de dezembro para uma reunião com Obama e visitar a base de Pearl Harbor. Quando Obama viajou a Hiroshima, em maio, os dois governantes visitaram um memorial em homenagem às vítimas. Apesar de o presidente americano ter feito um apelo para que as armas nucleares sejam abolidas, Obama não pediu perdão pelos ataques a Hiroshima e Nagasaki.


