O pastor Jesse Jackson - que foi o responsável direto pela missão que libertou os três soldados americanos, sem apoio nem aprovação da Casa Branca - disse ontem que a comunidade internacional, particularmente o governo americano, precisa fazer alguma coisa para parar a matança e romper o ciclo de violência.
‘‘Não podemos desprezar nenhum gesto de boa vontade, que possa levar ao diálogo e à negociação’’, acrescentou Jackson, que seria portador de uma carta do líder iugoslavo, Slobodan Milosevic, ao presidente Bill Clinton.
O presidente americano visitará a base aérea de Landstuhl amanhã, onde se reunirá com pilotos americanos que participam da campanha aérea contra a Iugoslávia. E, provavelmente, manterá encontro com os três soldados. Hoje, Clinton recebe na Casa Branca o negociador russo Viktor Chernomyrdin, que conversou com Milosevic na semana passada. O presidente americano combinou o encontro no sábado com o colega russo, Boris Yeltsin.
Em Moscou, Chernomyrdin recusou-se a revelar detalhes de sua última negociação com Milosevic. Segundo funcionários da chanceleria russa, o presidente iugoslavo já teria aceito a presença de uma força de paz internacional em Kosovo. Esse contingente teria uma grande participação da Rússia, que agiria com bandeira da ONU e mandato expresso do Conselho de Segurança.

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