Já são quase 550 mortos em dois meses
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segunda-feira, 05 de setembro de 2005
France Presse 
Cingapura - O acidente de um avião ontem na Indonésia, que causou pelo menos 147 mortes, é o episódio mais recente de um período trágico da aviação e que deixou quase 500 mortos em todo o planeta desde julho. Além disso, um avião Antonov 26 também se chocou ontem com uma árvore perto do aeroporto de Isiro, a leste da República Democrática do Congo (RDC), matando onze pessoas.
Os profissionais do setor insistem que a segurança deve ser a prioridade das empresas.
''A segurança tem que continuar sendo a prioridade número um'', destacou Albert Tjoeng, porta-voz da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) com sede em Cingapura.
Esta nova catástrofe integra uma lista trágica de acidentes aéreos fatais que provocou quase 500 mortes desde julho. No dia 16 de agosto, um avião colombiano caiu na Venezuela, causando a morte dos 152 passageiros e dos oito membros da tripulação. O aparelho, um MD-82 da companhia aérea colombiana West Caribbean, fazia a viagem entre o Panamá e a ilha da Martinica.
Este acidente aconteceu apenas dois dias depois da catástrofe do Boeing 737 da companhia cipriota Helios, que caiu perto de Atenas e provocou a morte de 121 pessoas. Em 23 de agosto, um Boeing 737-200 da companhia estatal peruana Tans caiu perto da cidade amazônica de Pucallpa, 840 km ao nordeste de Lima, deixando 40 mortos e 58 sobreviventes.
No dia 6 de agosto um charter tunisiano ATR-42 caiu no mar diante da costa da Sicília. Treze pessoas morreram, três estão desaparecidas e 23 sobreviveram. Quatro dias antes, Airbus A340 da Air France saiu da pista em Toronto (Canadá), deixando 43 feridos. Nenhum dos 309 passageiros ou tripulantes do avião morreu graças a uma retirada rápida e eficaz.
No dia 17 de julho, pelo menos 60 pessoas morreram no acidente de um Antonov-24 de uma companhia privada guinéu-equatoriana em Malabo. O ano de 2004 foi o que registrou o menos número de mortes em acidentes de avião 1945, com 410 passageiros falecidos, contra os 700 de 2003, segundo os dados da Organização da Aviação Civil Internacional (Oaci).


