Associated Press
De Jerusalém
Apenas dois dias depois de sua posse, apareceram ontem rachas na coalizão do primeiro-ministro Ehud Barak, com o presidente do parlamento recusando-se a apressar a passagem de uma lei visando satisfazer parceiros da coalizão, e dois legisladores abandonando-a. Barak diz que precisa da ampla coalizão - formada por 75 dos 120 membros da Knesset - para respaldar dolorosas concessões territoriais que Israel precisa fazer para garantir a paz com os árabes.
Avraham Burg, que se elegeu esta semana presidente do parlamento derrotando o candidato de Barak, rejeitou o pedido do primeiro-ministro para acelerar a passagem de um projeto de lei aumentando o tamanho do ministério a fim de satisfazer famintos parceiros da coalizão.
Entre os partidos aos quais foram prometidas pastas extras numa segunda rodada está o poderoso partido religioso Shas, e o partido predominantemente
de imigrantes russos Israel B’Aliya. Dois dos seis deputados do Israel B’Aliya abandonaram ontem o partido, acusando sua liderança de aceitar compromissos políticos com o Shas e outros partidos políticos na coalizão. A campanha do Israel B’Aliya concentrou-se quase que inteiramente em arrancar o poderoso Ministério do Interior do controle do Shas. O partido religioso considera muitos dos imigrantes russos como não autenticamente judeus, e imigrantes denunciam ter sofrido abusos nos escritórios controlados pelo Shas.

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