Ivan terá forte impacto sobre Cuba, avisa meterologista
PUBLICAÇÃO
domingo, 12 de setembro de 2004
France Presse 
Havana - Na noite de ontem o furacão Ivan se aproximava do oeste de Cuba com ventos de até 250 km/h e previsão de provocar danos importantes devido às chuvas torrenciais prolongadas e prováveis inundações, que também afetariam Havana, informou o meteorologista José Rubiera. Este furacão é gigantesco. É preciso tomar as maiores precauções, avisou o funcionário em entrevista transmitida pela televisão ontem no início da tarde. Enquanto isso a população se preparava para receber o Ivan.
De acordo com as previsões do Instituto de Meteorologia de Cuba, o Ivan chegaria a Cuba no final da noite do domingo com chuvas torrenciais e prolongadas, pela província de Pinar del Rio, 150 km a leste da capital cubana. Chuvas intensas e prolongadas também afetarão Havana e seus arredores, avisou o Instituto. É provável que chova durante toda a segunda-feira, com enormes riscos de inundações em uma ampla área do oeste de Cuba, advertiu ontem Riviera.
O especialista destacou que a zona de chuvas do furacão Ivan tem um diâmetro de 500 km que, somado a sua lenta movimentação, permite prever um longo período de precipitações. O furacão Ivan, que teve sua força intensificada na passagem pela Jamaica, deixou atrás de si um número provisório de mais de 40 mortos desde que começou (no dia 8 de setembro) seu percurso devastador por Granada, Venezuela, República Dominicana, Jamaica e Trinidad e Tobago. O fenômeno pode estar com o lugar garantido na lista de furacões, ciclones ou tufões - os diferentes nomes que recebe um mesmo fenômeno dependendo de sua intensidade e das regiões do mundo onde se produza- mais importantes dos últimos trinta anos.
Saldo A ação de furacões deixou inúmeros mortes nos últimos 30 anos. Entre eles o Fifi, que em setembro de 1974 causou 15 mil mortes em Honduras e deixou mais de 600 mil desabrigados. Em maio de 1985, em Bangladesh, um maremoto provocado por um ciclone causou mais de 6.800 mortes. Em de setembro de 1986, no Vietnã, o tufão Wayne causou mais de 400 mortes e ferimentos em 2.500 pessoas. No ano seguinte, em 16 de julho de 1987, na Coréia do Sul, o tufão Thelma deixou mais de 500 mortos. No mesmo ano, em novembro, nas Filipinas, o centro do país foi varrido pelo tufão Nina, que causou mais de 800 mortes e deixou muitos desaparecidos.
Um ano depois, em novembro de 1988, em Bangladesh, mais de 1.500 mortos e milhares de desaparecidos foram registrados na passagem de um ciclone que também afetou o Estado indiano vizinho de Bengala ocidental. Em maio de 1989, no Vietnã, o tufão Cecilia deixou 740 mortos e muitos desaparecidos. No período de 5 a 18 dezembro de 1990, nas Filipinas, o Mike fez 750 mortes e desaparecidos. No dia 29 de abril de 1991, novamente em Bangladesh, um violento ciclone seguido de tornados e inundações fez 139 mil mortos. Em novembro, do mesmo ano, nas Filipinas, novamente o Thelma, na ilha de Leyte causou a morte ou o desaparecimento de mais de 6 mil pessoas.
Fred, um tufão, matou pelo menos 700 pessoas na província chinesa de Zhejiang, em agosto de 1994. Em 2 novembro de 1995, nas Filipinas, o Angela causou 1.071 mortes e desaparecidos. Em 9 junho de 1998, mais de de mil mortos no Estado litorâneo de Gujarat (oeste), da Índia. No período de 22 a 26 de setembro de 1998, no Caribe, o furacão Georges afetou severamente a República Dominicana, Cuba e Haiti, provocando danos consideráveis e a morte de cerca de 500 pessoas.
A ação dos tufões e clicones se prolongaram com a ação de fenômenos com o Mithc, que no período de 26 de outubro a 5 novembro de 1998, deixou mais de 9 mil mortos, cerca de 15.000 desaparecidos, atingindo 2,3 milhões pessoas na América Central, principalmente em Honduras e Nicarágua onde um sismo e a erupção do vulcão Cerro Negro (noroeste de Manágua) agravaram o número de vítimas. Em 29 de outubro de 1999, na Índia, 9.392 pessoas morreram e 8.119 desapareceram na passagem de um violento furacão no Estado de Orissa (leste).


