São Paulo - Depois das ONGs Human Rights Watch (HRW) e ICBL (International Campaign to Ban Ladmine) terem denunciado à Folha de S.Paulo na semana passada o uso de minas brasileiras na Líbia, o Itamaraty participou do mais importante fórum internacional sobre o tema, em Genebra, mas se calou.
As reuniões do Tratado de Proibição de Minas de 1997 aconteceram de 20 a 24 de junho na Suíça e contaram com a participação de representantes de cem países e da ONU. ''Encontramos com membros da delegação brasileira, que afirmaram que as minas usadas na Líbia pareciam ser do tipo T-AB-1 e disseram estar investigando a transferência dos explosivos'', afirmou Mary Wareham, da Divisão de Armas da HRW.
A organização, porém, também havia pedido ao Brasil para condenar em plenário o uso das minas na Líbia. Em resposta à denúncia, o Itamaraty havia declarado que iria averiguar a origem das minas instaladas na Líbia. Na ocasião, o chanceler Antonio Patriota condenou fortemente o uso das minas antipessoais ''onde quer que elas sejam usadas''.

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