São Paulo, SP- O Itamaraty rebateu ''enfaticamente qualquer alegação de omissão'' do Ministério das Relações Exteriores no caso do desaparecimento de um brasileiro no Iraque.
A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) divulgou ontem nota em que afirma estranhar o fato de o Itamaraty ainda não ter sido acionado para resolver o suposto sequestro de um engenheiro brasileiro no Iraque, e cobra a participação do governo na solução desse caso.
''Trata-se de um brasileiro e, portanto, deve ser questão de Estado resolver esse caso, em que é preciso o concurso da diplomacia brasileira'', disse.
A assessoria de imprensa do Itamaraty disse ontem que o ministério acompanha o caso ''em estreita coordenação'' com a construtora Norberto Odebrecht, para a qual o brasileiro desaparecido trabalhava.
O Itamaraty informou que está em contato permanente com suas embaixadas na região e que desde o início tem se colocado à disposição da construtora para prestar todo o auxílio que se faça necessário.
A assessoria do ministério confirmou que a construtora tem preferido atuar diretamente à frente do caso, mas o governo tem mantido contato com a empresa, que vem relatando ao Itamaraty a condução do caso.
O ministério não tem estimativa do número de brasileiros que estão no Iraque, porque, segundo a assessoria do Itamaraty, a maior parte dos brasileiros que seguem para a região não comunica sua viagem ao ministério. O governo não recomenda que brasileiros sigam para a região do conflito.

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