São Paulo - O Itamaraty informou ontem que não pretende interferir no julgamento do surfista Rodrigo Gularte, 32 anos, pelo menos enquanto houver possibilidade de recursos no processo. O brasileiro foi considerado culpado por tráfico de drogas e condenado à morte pela Justiça da Indonésia, na última segunda-feira, em Tanggerang (oeste de Java).
A assessoria de imprensa do Itamaraty informou que ''ainda cabem recursos no tribunal de apelação e na Corte Suprema'', por isso, ''caso seja preciso, a interferência deve ocorrer somente ao final definitivo do processo, com um possível pedido de clemência dirigido aos governantes''.
Membros do consulado, ainda segundo o Itamaraty, têm feito visitas constantes à Gularte, na prisão, e acompanhado todas as audiências referentes ao caso. O brasileiro foi preso em julho do ano passado, no aeroporto internacional de Jacarta, com seis quilos de cocaína escondidos em pranchas de surfe. Além dele, um indiano chamado Gurdip Dishal também foi condenado pelo mesmo crime.
A Indonésia é o maior país muçulmano do mundo e tem as leis mais severas contra o tráfico, porte e consumo de drogas. Em junho de 2004, o instrutor de vôo livre Marco Archer Cardoso Moreira, 42, também foi condenado à morte pela Justiça da Indonésia, por tráfico de drogas.
O julgamento dos recursos podem durar até dois anos. Desde 2000, 31 pessoas foram condenadas à morte por tráfico de drogas na Indonésia.

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