Italianos protestam contra lixão
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domingo, 24 de outubro de 2010
Folhapress 
São Paulo - As promessas do premiê da Itália, Silvio Berlusconi, sobre uma rápida solução para a crise do lixo na Província de Nápoles (sul da Itália) - que incluem o envio de 14 milhões de euros (cerca de R$ 33 milhões) à região - não foram suficientes para conter os ânimos dos moradores que retomaram os violentos protestos na madrugada de hoje.
Pela terceira noite consecutiva, a localidade de Terzigno foi o centro nevrálgico de intensas manifestações de inúmeros grupos de moradores contra a abertura de um novo depósito de lixo, que deve ser o maior da Europa.
Os moradores enfrentaram a polícia, lançando pedras, garrafas e coquetéis molotov. Para contê-los, os agentes usaram gás lacrimogêneo, informou a imprensa local. Como consequência desta situação, os funcionários das empresas não estão conseguindo recolher o lixo da população e o acúmulo de resíduos nas ruas já supera as 2 mil toneladas. Cinco policiais ficaram feridos nas últimas horas, assim como um cinegrafista.
Os agentes atuam para escoltar os caminhões de lixo até o depósito de Terzigno, local que tem sido alvo de grande parte dos distúrbios nos últimos dias.
Os novos protestos chegaram horas depois de o premiê italiano ter anunciado, após uma reunião de emergência com seu gabinete em Roma na tarde de ontem, novas medidas para tentar chegar a uma solução para a crise.
O governo italiano informou ainda que o depósito de lixo Terzigno será administrado pela Proteção Civil, ou seja, diretamente pelo Estado, e não mais pela empresa privada Asia como acontecia até agora.
Os moradores da área de Terzigno protestam há semanas para impedir a apertura de um novo lixão, já que o aterro atualmente em funcionamento, um dos maiores da Europa, está saturado e emana odores nauseantes.
A saúde da população não gera preocupação neste momento, afirmou Berlusconi, que se baseou em um relatório do ministro da Saúde, Ferruccio Fazio. Em dez dias o aterro de Terzigno deixará de exalar os odores e fedores que preocupam a população, disse o premiê.


