Itália sugere ação diplomática
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quinta-feira, 25 de março de 1999
Reuters 
Chefes da Otan em Bruxelas disseram que forças de segurança sérvias ainda estavam atacando albaneses étnicos em Kosovo ontem, mas o primeiro-ministro italiano, Massimo DAlema, declarou que os ataques iniciais haviam parado a ofensiva sérvia. Num primeiro sinal de divergências na aliança internacional, ele afirmou na cúpula da União Européia em Berlim que estava chegando a hora de uma nova iniciativa diplomática e saudou um pedido da Rússia por uma reunião do Grupo de Contato para os Bálcãs.
O secretário-geral da Otan, Javier Solana, afirmou que mais ataques estão planejados, mas ponderou: Estamos falando de dias, não de meses.
Os ataques da Otan - o primeiro contra um país soberano em 50 anos de aliança - foram autorizados sob protestos da Rússia e da China no Conselho de Segurança da ONU.
Em Kosovo, cafeterias, lojas e clínicas privadas pareciam ter sido atacadas com granadas ou bombas durante a noite. Fontes albanesas reportaram a ocorrência de ataques étnicos através da província e afirmaram que um homem foi morto por civis em Djakovika, no sul.
Albaneses étnicos afirmaram também que violentos choques ocorreram ontem entre albaneses e sérvios em Vucitrn, na região central de Kosovo, em uma estrada que liga Glogovac e Srbica, a oeste de Pristina e ao redor da cidade de Podujevo, no norte.
A polícia lançou bombas de gás lacrimogêneo contra centenas de pessoas que se manifestavam contra os ataques da Otan no centro da capital da Macedônia, Skopje, depois de a multidão ter atacado as embaixadas dos EUA, Grã-Bretanha e Alemanha.
O primeiro-ministro da Macedônia, Ljubco Georgievski, pediu a ajuda ocidental para lidar com cerca de 20.000 refugiados de etnia albanesa que fugiram para seu país vindos de Kosovo.
Muitos refugiados também procuraram a Albânia depois que tropas sérvias incendiaram uma vila no vizinho Kosovo. Segundo oficiais albaneses, forças sérvias bombardearam vilas no nordeste da Albânia.
A Rússia acusou Washington de querer dominar o mundo e afirmou que não participará das comemorações dos 50 anos da formação da Otan.


