Roma - A Itália reforçou suas medidas de segurança para a Semana Santa, procurando evitar qualquer ação terrorista, após ter sido ameaçada de se tornar um dos possíveis alvos europeus. Desde segunda-feira, as autoridades italianas reforçaram as medidas de segurança nos aeroportos, portos, estações de trem, monumentos, basílicas e hotéis de Roma, onde milhares de turistas e peregrinos, entre eles muitos espanhóis, começaram a chegar para comemorar a Semana Santa.
O ministério do Interior mobilizou 12.000 agentes, entre eles carabineiros, policiais e agentes especializados, para vigiar 8.000 eventuais objetivos, entre eles o Vaticano, onde foram registradas filas quilométricas por causa do detector de metais instalado na entrada da basílica de São Pedro.
O plano especial antiterrorismo, vigente há vários dias, é aplicado sobriamente para não alarmar a população, informou o ministro do Interior, Giuseppe Pisanu, que apresentará hoje as principais medidas ante o Parlamento.
Foram instaladas barreiras de proteção para evitar atentados suicidas ante as sedes da presidência da República, do Palácio do Quirinal e do Senado, em pleno centro da capital italiana.
Na semana passada, foi encontrado um vídeo contendo a ameaça de ''destruir Roma'' na residência de um homem supostamente ligado a uma organização terrorista, em Cremona, norte da Itália.
''O que destruirá Roma está preparando suas espadas. Roma não será conquistada com as palavras, mas pela força das armas'', ameaça nesta fita de vídeo o xeque jordaniano próximo à Al-Qaeda Abu Qatadah Al Falastini, atualmente preso em Londres, segundo a revista Panorama, que acrescenta que a gravação foi realizada há vários meses.
Os meios de comunicação italianos sustentam que o domingo de Páscoa, este ano o dia 11 de abril, está entre as datas mais temidas por eventuais ataques terroristas.

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