Roma - As tropas italianas vão permanecer no Iraque porque elas foram enviadas ao país ''em missão de paz'' a ''serviço dos iraquianos'', afirmou na noite de ontem o chefe do governo italiano Silvio Berlusconi durante uma entrevista à imprensa.
''As forças italianas ficarão no Iraque para garantir a segurança até a transferência de poderes ao novo governo iraquiano'', precisou.
A Itália enviou cerca de 3.000 militares ao Iraque e a saída deles do país é exigida pelo grupo que sequestrou quatro italianos e que executou um deles, quarta-feira passada, após a recusa de Berlusconi de ordenar a retirada de seus soldados.
''O governo italiano enviou suas forças ao Iraque para uma missão de paz, com base na resolução 1511 do Conselho de Segurança das Nações Unidas'', destacou Berlusconi. Ao contrário da Itália, a Espanha começou a retirar seus soldados ontem. Nos próximos dias todos já devem ter saído do Iraque.
Washington - Os Estados Unidos perderam 706 soldados e dois funcionários civis do Departamento da Defesa, desde que começou a invasão ao Iraque em março de 2003, 511 deles em combate, segundo um relatório divulgado nesta segunda-feira pelo Pentágono.
O relatório destaca que 100 dessas mortes ocorreram no mês de abril devido à resistência xiita. O número de mortes poderá aumentar pois ainda existem outros cinco casos registrados mas que ainda não foram confirmados formalmente, anunciou uma porta-voz do Pentágono.
A lista do Pentágono inclui os números do final de semana: três marines mortos perto da fronteira com a Síria e três soldados do exército mortos numa emboscada.
Desde que o presidente George W. Bush declarou ''o fim dos combates'' no dia 1º de maio, 400 soldados morreram em ação no Iraque.

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