Itália anuncia que quer parar ataques contra a Iugoslávia
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sexta-feira, 26 de março de 1999
Assimina Vlahou Agência Estado 
O governo italiano compromete-se a fazer de tudo para a suspensão dos bombardeios à Iugoslávia e para o retorno às negociações, sem com isso abandonar a aliança com os outros países da Otan. O primeiro-ministro Massimo DAlema conseguiu ontem que a moção sobre a crise de Kosovo, apresentada ao Parlamento, fosse aprovada com o apoio dos comunistas que compõem a coalizão governista e são contra a intervenção armada em Kosovo e a participação efetiva da Itália nos ataques.
O voto, que se deu num clima de tensão, com brigas e até provocou a demissão do ministro da Defesa, Carlo Scognamiglio, que depois voltou atrás, garante a continuidade do governo. Mas vamos ficar no governo apenas se essa deliberação do Parlamento for posta em prática, advertiu Armando Cossutta, líder do grupo Comunistas Italianos. Queremos parar a guerra e o governo italiano foi incumbido pelo Parlamento de agir imediatamente para isso.
DAlema espera uma ação militar que seja acompanhada por uma mesa de negociações. A intervenção militar era inevitável, mas isso não significa que o espaço para a política e a diplomacia tenha de permanecer fechado, afirmou o líder italiano. O ministro do Exterior, Lamberto Dini, teve de dar garantias a respeito da unidade da aliança a Madeleine Albright.


