O governo italiano compromete-se a fazer de tudo para a suspensão dos bombardeios à Iugoslávia e para o retorno às negociações, sem com isso abandonar a aliança com os outros países da Otan. O primeiro-ministro Massimo D’Alema conseguiu ontem que a moção sobre a crise de Kosovo, apresentada ao Parlamento, fosse aprovada com o apoio dos comunistas que compõem a coalizão governista e são contra a intervenção armada em Kosovo e a participação efetiva da Itália nos ataques.
O voto, que se deu num clima de tensão, com brigas e até provocou a demissão do ministro da Defesa, Carlo Scognamiglio, que depois voltou atrás, garante a continuidade do governo. ‘‘Mas vamos ficar no governo apenas se essa deliberação do Parlamento for posta em prática’’, advertiu Armando Cossutta, líder do grupo Comunistas Italianos. ‘‘Queremos parar a guerra e o governo italiano foi incumbido pelo Parlamento de agir imediatamente para isso.’’
D’Alema espera uma ação militar que seja acompanhada por uma mesa de negociações. ‘‘A intervenção militar era inevitável, mas isso não significa que o espaço para a política e a diplomacia tenha de permanecer fechado’’, afirmou o líder italiano. O ministro do Exterior, Lamberto Dini, teve de dar garantias a respeito da unidade da aliança a Madeleine Albright.

mockup