Itaipu adota mais rigor
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segunda-feira, 08 de outubro de 2001
Emerson Dias<br> De Foz do Iguaçu 
A diretoria Itaipu Binacional está limitando a entrada de ônibus de turismo na instalações da maior hidrelétrica do mundo. A determinação, colocada em prática desde ontem, tem como objetivo ''reduzir os riscos contra o principal ponto-chave da produção energética brasileira''. A Polícia Federal ampliou a vigilância no Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu e continua mantendo a fiscalização redobrada na fronteira.
Segundo informações da Assessoria de Comunicação da usina, os visitantes podem utilizar apenas os cinco veículos próprios da Itaipu. Antes da medida, estavam autorizados a entrar na área ônibus pertencentes a agências de turismo ou fretado por turistas, podendo inclusive circular na passarela próxima à barragem de 7,7 mil metros de comprimento. A diretoria da usina negou qualquer ligação entre as decisões do governo Federal e a segunda maior comunidade árabe do Brasil (com 11 mil integrantes) existente em Foz, divulgando apenas que a situação está inserida na ''tensão mundial provocada pelos ataques terroristas e na melhor garantia da segurança nacional''. O motivo foi o mesmo divulgado em 12 de setembro, dia seguinte ao atentado contra os EUA e onde também se iniciou a proibição total dos turistas (mantida durante 19 dias). Depois de liberadas no dia primeiro deste mês, as visitas passaram a ser acompanhadas por policiais federais. O mesmo rigor está sendo usado no aeroporto da cidade. ''O aumento do efetivo foi conseguido na semana passada.
Ao contrário do que foi divulgado ontem, a fiscalização na aduana argentina não se intensificou devido aos ataques norte-americanos contra o Afeganistão. ''Ampliamos o número de policiais porque as comemorações do Dia do Descobrimento da América e do Dia das Raças foram adiantadas para hoje (ontem)'', explicou o comandante da Gendarmeria (equivalente à PF no Brasil), Juan Batista Barrios, referindo-se aos dois feriados do dia 12 de outubro. Ontem, a fila de carros na rodovia próxima à cidade argentina de Puerto Iguazú chegou a formar cinco quilômetros de congestionamento.


