O pesquisador Stuart Davies esteve no Brasil para apresentar seu estudo em Manaus. Para ele, ainda é cedo para dizer quais alterações a mudança no padrão de crescimento das florestas trará no longo prazo. ''Mas o que ocorre é que, em paralelo a essas alterações, existem as mudanças no uso da terra, causadas pelo homem. Estamos vendo uma perda de espécies provocada pelo desmatamento e a conversão de terras em agricultura, que, somadas, terão influência significativa na regulação do clima nas áreas tropicais.''
Segundo ele, as tendências de crescimento das florestas podem variar, dependendo das condições ambientais. ''Se as concentrações de CO2 na atmosfera continuarem a aumentar, as árvores podem começar a consumir mais carbono e crescer mais rapidamente. Mas, se a temperatura se elevar conforme preveem os cientistas do clima, esse crescimento poderá não acontecer.''
No futuro, afirma, o efeito do CO2 adicional dependerá do que acontecer com as temperaturas e as chuvas. ''Se houver mais secas, as árvores tenderão a desacelerar ainda mais ou a ter taxas maiores de mortalidade. Isso seria péssimo porque essas florestas perderiam parte de seu potencial de absorver o carbono lançado na atmosfera. Se as árvores crescem a taxas menores, a concentração de CO2 na atmosfera pode aumentar. Isso é negativo para a humanidade. Mais CO2 significa mais aquecimento global.'' (A.V.)

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