Jerusalém- Os israelenses vão hoje às urnas pela quinta vez em menos de dez anos para eleger um governo que deverá se sustentar em uma coalizão frágil, refletindo a fragmentação da sociedade e a pulverização de seu sistema partidário. As pesquisas indicam que a direita, favorecida pelo apoio à ofensiva militar na faixa de Gaza, sairá fortalecida, em condições de formar um bloco governista.
Encurtada pelas três semanas de bombardeios contra o grupo islâmico Hamas, a campanha foi marcada pela indiferença e pela descrença nos políticos. Ninguém esquece que a eleição só foi antecipada para que o atual primeiro-ministro, Ehud Olmert, do centrista Kadima, pudesse sair do cargo e se defender das várias acusações de corrupção.
Líder nas pesquisas desde a convocação da eleição, no fim do ano passado, o partido conservador Likud, comandado pelo ex-premiê Binyamin Netanyahu (1996-1999), foi gradualmente perdendo a vantagem e chega à reta final quase empatado com o Kadima da chanceler Tzipi Livni.
A diferença é pequena, e o índice de indecisos é alto (cerca de 20%), o que pode contrariar as previsões de vitória de Netanyahu. Mas nas últimas pesquisas permitidas pela lei eleitoral, divulgadas na sexta, o Likud aparecia com entre 25 e 28 cadeiras no Parlamento, contra no máximo 25 do Kadima.

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