Israelenses tentam eliminar chefes da Jihad Islâmica
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sábado, 15 de maio de 2004
Adel Zaanun<br> France Presse 
Gaza - O exército israelense executou três ataques aéreos consecutivos na Faixa de Gaza na madrugada de ontem para tentar eliminar dois chefes do movimento radical palestino Jihad Islâmica, que conseguiram escapar ilesos.
Um helicóptero disparou três mísseis durante a noite contra um edifício que abrigava a sede da Jihad Islâmica em Gaza, ferindo cinco pessoas.
O prédio de três andares foi totalmente destruído, mas o alvo israelense, Mohamed al-Hindi, líder político do movimento radical que o visita habitualmente, não estava no local no momento do ataque, segundo fontes palestinas.
Menos de meia hora depois, outro helicóptero atacou a casa de Al-Hindi em Gaza. Dois mísseis atingiram a sede de uma organização beneficente da Jihad que fica no mesmo local. Doze pessoas ficaram feridas.
Poucas horas depois, um helicóptero disparou pelo menos um míssil contra a casa de um dirigente da facção armada da Jihad no campo de refugiados de Rafah, sul da Faixa de Gaza, segundo fonte de segurança e testemunhas.
Porém, Mohamed al-Sheikh Khalil conseguiu escapar, segundo o grupo radical.
Depois do primeiro ataque, Abu al-Abed, dirigente da Jihad, prometeu a ''continuação da resistência para vingar o sangue dos mártires''. Os ataques aconteceram depois da morte de 13 soldados israelenses na Faixa de Gaza durante a semana.
Os dirigentes dos movimentos radicais palestinos vivem na clandestinidade desde que o exército israelense iniciou uma ampla operação de busca. Israel já matou, em ataques em março e abril, dois chefes do Hamas, seu fundador, xeque Ahmed Yassin, e seu sucessor Abdelaziz al-Rantissi.
Paralelamente, o exército israelense executou uma grande operação em Rafah na sexta-feira, matando dois palestinos e destruindo dezenas de casas. ''Quando entramos no campo esta manhã, encontramos 88 edifícios destruídos, que abrigavam 206 famílias. No total, 1.064 pessoas estão afetadas'', declarou o porta-voz da Agência da ONU para a Ajuda aos Refugiados Palestinos (UNRWA), Paul McCann.


