Duas organizações não-governamentais (ONG) de defesa dos direitos palestinos afirmaram ontem, em Genebra, que 340 crianças morreram desde setembro de 2000 nos territórios palestinos durante as operações militares israelenses de repressão à Intifada.
Em coletiva de imprensa, Adam Hanieh, da organização ''Defence for children international'', e Sulaima Abu El-Haj, da ''Early Childhood Resource Center'', também avaliaram em 350 o número de jovens palestinos de 14 a 17 feitos prisioneiros em três centros de detenção de Israel. As duas organizações também informaram que o número de menores feridos era de 7.000. Do total, 82% das crianças morreram sem ter ligação alguma com confrontos. ''Foram mortos em lugares onde deveriam estar em absoluta segurança'', declarou Sulaima El-Haj. Em relação aos 18% restantes, foram mortos durante manifestações.
Ontem, o Exército israelense matou mais um adolescente palestino e feriu outros quatro, um dos quais se encontra em estado gravíssimo, em três incidentes diferentes na Cisjordânia, segundo fontes palestinas.
Mohamad Ali Zeid, de 15 anos, morreu quando atirava pedras junto com outros palestinos contra uma posto do Exército em Bartaa, Norte da Cisjordânia. No acampamento de refugiados de Askar, em Nablus, um menino palestino ficou gravemente ferido pelos tiros de um tanque. Em Jenin, outros três jovens foram feridos.

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