Um médico palestino acusou, ontem, o exército israelense de matar à queima-roupa um policial palestino, com um tiro na cabeça, na mão e nas costas. O responsável pelo serviço de emergência do hospital al-Chifa de Gaza, Muawiya Abu Hassanein, disse à agência France Presse que ''Taj al Masri, 23 anos, recebeu cinco disparos a menos de 100 metros; dois deles na mão direita e três nas costas''.
''Uma última bala mortal foi disparada a menos de um metro de distância e entrou pelo olho esquerdo'', acrescentou o médico, depois da necrópsia, entregue pelo exército israelense.
Segundo o médico, ''a necropsia mostra seis impactos de bala e a última foi a que atingiu o olho esquerdo. Isso significa que foi ferido e depois assassinado''. Um tanque israelense invadiu o setor palestino situado ao norte da Faixa de Gaza ontem e começou a atirar com sua metralhadora. Além do policial morto, outro ficou gravemente ferido, de acordo com porta-vozes palestinos.
O exército israelense negou a acusação, dizendo que o policial morreu numa troca de tiros durante uma invasão de tanques israelenses na localidade palestina de Beit Lahia.

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