Israelenses e palestinos querem trégua
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sábado, 30 de setembro de 2000
France Presse Da Cisjordânia 
O exército israelense e os palestinos decidiram decretar um cessar-fogo, revelou ontem à imprensa o chefe do Estado Maior do exército israelense, Shaul Mofaz. Ele afirmou ter proposto que o cessar-fogo entre em vigor às 16 horas (10 horas de Brasília), sem dizer claramente se os palestinos aceitaram esta hora. Sabemos que demora para este tipo de ordem entrar em vigor, continuou o general, acrescentando que o exército israelense disparou apenas para se defender.
O Monte do Templo, em Jerusalém, foi alvo ontem de vários disparos e lançamentos de coquetéis molotov, promovidos por manifestantes palestinos. O ataque ocorreu horas depois de um outro confronto entre palestinos e israelenses que deixou quatro mortos e 235 feridos em Ramala, Cisjordânia.
Durante o dia de ontem várias manifestações foram registradas. Tropas de choque dispararam balas de borracha contra centenas de fiéis num disputado setor sagrado de Jerusalém. Pelo menos nove palestinos foram mortos e vários outros ficaram feridos nos confrontos mais sangrentos em quatro anos na Cidade Santa. Uma disputa sobre quem irá controlar o setor tem impedido progressos nas conversações de paz entre israelenses e palestinos.
O primeiro-ministro israelense Ehud Barak disse ontem ao presidente egípcio Hosni Mubarak, que o exército israelense está dando provas de controle máximo nos territórios e que a Autoridade Palestina é que deve controlar os manifestantes, revelou, em Jerusalém, um porta-voz da presidência do Conselho em Jerusalém.
Barak ligou para Mubarak para informar sobre a situação nos últimos dias, assim como da necessidade da Autoridade Palestina de conter e controlar os manifestantes, afirmou este porta-voz.
Barak afirmou igualmente que Israel está dando provas de se conter ao máximo, mas que estava decidido a manter a ordem e proteger seus cidadãos, acrescentou o porta-voz.
Já o chefe do grupo palestino radical Jihad islâmica na Palestina convocou ontem a todos os palestinos a prosseguirem com a Jihad (guerra santa) e a Intifada (rebelião).
Os crimes cometidos sexta-feira e ontem pelo regime sionista em toda a Palestina ocupada provam uma vez mais a ausência de conteúdo de todas as propostas pacifistas. Propomos a continuação da Jihad e da Intifada palestina. É nossa única via, declarou Ramadan Abdalá Chala.


