Israelenses duvidam de cessar-fogo
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terça-feira, 05 de junho de 2001
Das agências De Jerusalém 
Os dirigentes israelenses declararam abertamente ontem que duvidam do cessar-fogo proclamado sábado por Yasser Arafat. Ao mesmo tempo, um dirigente do movimento islamita palestino Hamas desmentiu a proclamação dessa trégua.
O chefe da diplomacia israelense, Shimon Peres, estimou que será preciso esperar várias semanas para que os palestinos possam aplicar efetivamente o cessar-fogo proclamado por Arafat, depois do atentado suicida de Tel Aviv na sexta-feira passada.
Por sua parte, o ministro israelense de Defesa, Binyamin Ben Eliezer, mostrou-se descrente sobre a aplicação do cessar-fogo, em uma entrevista publicada ontem pelo jornal Yediot Aharonot. Segundo as informações de que disponho e apesar da calma relativa que se observa, não consigo acreditar que Arafat vá aplicar de forma duradoura o cessar-fogo, afirmou Ben Eliezer.
Paralelamente, Ismail Abu Chanab, alto dirigente político do movimento Hamas desmentiu ontem em Gaza que seu movimento tenha se comprometido a deixar de lançar operações em território israelense. Na segunda-feira, um comunicado conjunto do ramo militar de Hamas e de um grupo armado do Fatah anunciou uma trégua dos ataques em território israelense, com a condição de que Israel aceitasse uma retirada dos territórios ocupados.
A pressão internacional para a manutenção da trégua aumentou ontem com o anúncio de que o diretor da CIA, George Tenet, deve seguir amanhã para o Oriente Médio a fim de promover a cooperação na área de segurança entre israelenses e palestinos.
Tiroteios esparsos e confrontos ocorridos ontem deixaram diversas pessoas feridas na Cisjordânia, mas, no geral, as passeatas marcando o 34º aniversário da Guerra dos Seis Dias de 1967, quando Israel capturou a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, foram pacíficas.
Morte anunciadaUma brincadeira feita por uma rádio judaica ultra-ortodoxa, que anunciou que Yasser Arafat havia sido assassinado, fez com que as ruas de um bairro judeu ficassem completamente vazias ao meio-dia de ontem por temor de uma represália da intifada palestina. O fato ocorreu no bairro ultra-ortodoxo judeu de Bene Braq, em Tel Aviv, e só mais tarde a brincadeira da rádio Kol-Hay (A voz da vida) foi esclarecida.


