São Paulo- O grupo armado libanês Hizbollah, xiita, admitiu pela primeira vez que vem fornecendo ''todo tipo de apoio'' ao palestino Hamas, sunita. A afirmação foi feita pelo número dois do Hizbollah, xeque Naim Qassem, em entrevista publicada no jornal inglês ''Financial Times''. Ele não deu detalhes sobre a natureza da assistência prestada ao grupo que controla a faixa de Gaza.
Embora houvesse suspeita de ligações entre as duas facções, que compartilham o objetivo de combater Israel e são apoiados por Irã e Síria, nunca antes o Hizbollah havia confirmado oficialmente o apoio ao Hamas.
Até então, o Hizbollah se dizia voltado apenas para a defesa dos ''interesses libaneses'', incluindo a luta pelo fim da ocupação israelense das fazendas de Chebaa.
A declaração de Qassem surge semanas depois de o Egito prender 49 pessoas supostamente ligadas ao Hizbollah. Elas foram acusadas de preparar ataques contra alvos turísticos.
Considerado terrorista pelo Ocidente, o Hizbollah também é responsabilizado pelos cem mortos nos atentados contra alvos judaicos em Buenos Aires nos anos 90 -o grupo nega participação.
O Hizbollah reconheceu ter um papel regional em plena campanha para as
legislativas de 7 de junho. O grupo xiita tem boas chances de reforçar sua presença no Parlamento libanês -hoje em 56 das 128 cadeiras.

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