Uma solução para o conflito israelense-palestino estaria, de acordo com o relações públicas do governo israelense, o brasileiro Ilan Sztulman, nas mãos das lideranças palestinas. Para Sztulman, cabe a Yasser Arafat mostrar um gesto pela paz. ‘‘A palavra negociação em hebraico significa dar e receber, por isso é a vez da liderança palestina dar, porque o governo israelense cedeu o máximo que podia sobre esse tema’’, avaliou o funcionário israelense, que esteve visitando os veículos de comunicação de Curitiba.
Para o brasileiro com dupla cidadânia, dois pontos entravam a negociação e dependem de uma postura de Arafat. Um dos obstáculos é quanto a segurança de determinadas áreas, em especial as que se situam em Jerusalém. Israel defende que as situadas na cidade sagrada permaneçam sob controle de seu exército, posição contrária a visão palestina.
A outra pedra na negociação é quanto ao direito de retorno – legislação que permite atualmente aos judeus o direto automático à cidadânia israelense. ‘‘Os palestinos querem esse mesmo direito aos seus quase 4 milhões de refugiados que voltarem a Israel. O governo não pode permitir a entrada de quantidade de pessoas que é a metade da população do País’’, disse.

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