Israel vai manter construções em Jerusalém
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domingo, 21 de março de 2010
Folhapress 
O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou ontem que o país não vai restringir as construções em Jerusalém Oriental, território ocupado sem o reconhecimento internacional e que os palestinos pleiteiam como capital de um futuro Estado.
O anúncio, feito horas antes de viajar aos Estados Unidos, foi um golpe a Washington, que pede que Israel congele as construções para que possa haver negociação com a Autoridade Nacional Palestina (ANP).
A presidência da ANP acusou Israel de impor obstáculos ao reatamento do diálogo com sua política de colonização de Jerusalém Oriental e de responder aos esforços diplomáticos com o assassinato de palestinos.
Ao abrir a reunião semanal que tem com seus ministros, Netanyahu disse que ''a mensagem de Israel durante a visita aos EUA será clara e incisiva: nossa política (de construção) em Jerusalém é a mesma de 42 anos atrás'', quando os israelenses começaram a ocupar o lado leste da cidade após a vitória na Guerra dos Seis Dias (1967).
''Construir em Jerusalém é como construir em Tel Aviv, e temos que deixar isto claro aos americanos'', declarou o premiê.
Netanyahu e o ministro da Defesa, Ehud Barak, viajaram na noite de ontem para os EUA, onde participarão da convenção anual dos lobistas do Comitê de Assuntos Públicos Americano-Israelense e terão um encontro com Obama.
A tensão entre Israel e os EUA começou na semana passada, quando as autoridades israelenses aprovaram um plano para a construção de 1.600 casas em Jerusalém Oriental.
Militares israelenses mataram a tiros ontem dois palestinos em confronto perto da cidade de Nablus, na Cisjordânia, o que eleva para quatro o número de palestinos mortos por disparos israelenses neste fim de semana.
Em visita à região, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse ontem que o bloqueio israelense contra a Faixa de Gaza ''causa sofrimentos humanos inaceitáveis''. ''Disse clara e reiteradamente aos dirigentes de Israel que sua política de bloqueio é insustentável e equivocada'', declarou Ban Ki-moon, em Khan Yunes, no sul deste território.
Além de ''causar sofrimentos à população de Gaza, esta política é contraproducente. Debilita os moderados e concede poder aos extremistas'', acrescentou.


