Israel vai desocupar parte da Cisjordânia
DISPUTA Israel vai desocupar parte da Cisjordânia Plano aprovado ontem pelo primeiro-ministro israelense Ehud Barak prevê a retirada de tropas de 6,1% da Cisjordânia France Presse De Jerusalém O gabinete de segurança do primeiro-ministro israelense, Ehud Barak, aprovou ontem o plano para a próxima retirada de suas tropas de 6,1% da Cisjordânia, previsto pelo acordo com os palestinos em 5 de setembro, em Charm el Cheikh, informaram fontes oficiais. Só três ministros do Partido Nacional Religioso, do partido ortodoxo Shass e do partido centrista dos judeus de língua russa, Israel BAlya, votaram contra a decisão e outro, Yossi Sarid, chefe do partido de esquerda Meretz, se absteve para protestar contra a não-inclusão da localidade de Anata, perto de Jerusalém, nesta etapa. O gabinete decidiu também que várias dezenas de presos palestinos devem ser libertados por Israel durante o Aid al-Adha, festa muçulmana do Sacrifício, que começa na quinta-feira. O gabinete de segurança conta com 11 membros, mas só nove participaram da votação. Um deles se encontra no exterior e outro, o ministro dos Transportes Yitzhak Mordehai, está afastado do cargo, depois de ter sido implicado num caso de assédio sexual. Os palestinos aprovaram esta quarta-feira o mapa da próxima retirada israelense de 6,1% da Cisjordânia, disse um funcionário palestino. O presidente palestino, Yasser Arafat, viu o mapa e o aprovou, informou aos jornalistas o negociador palestino, Saeb Erakat. O negociador palestino falou à imprensa após a aprovação israelense ao plano de retirada, que concede mais 6,1% do território da Cisjordânia à Autoridade Palestina.





