Jerusalém
O governo israelense decidiu ontem suspender os contatos políticos com a Autoridade Palestina (AP) depois do atentado suicida lançado pelo Hamas em Jerusalém, anunciou o porta-voz Shai Bazak. Ele disse que, ao contrário do que fora anunciado no início da semana, as reuniões das comissões palestino-israelenses encarregadas de resolver pendências de acordos já firmados não vão recomeçar nos próximos dias.
‘‘Pelo momento, o comitê ministerial (de segurança nacional) determinou que, para que seja possível haver progressos no processo, a AP precisa, antes de tudo, cumprir seu compromisso de combater o terrorismo’’, assinalou Bazak. ‘‘Neste estágio, nenhum passo será dado enquanto a AP não fizer aquilo a que se comprometeu.’’
Segundo informações da Rádio Israel, a suspensão durará até que o presidente da AP, Yasser Arafat, ‘‘demonstre que combate de verdade os terroristas’’ e ordene medidas drásticas contra eles, como o confisco de armas, além da prisão de extremistas.
Netanyahu acusado Em Damasco, a Frente Democrática de Libertação da Palestina (FDLP) responsabilizou o Primeiro-Ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pelo ‘‘recrudescimento da violência’’, depois do atentado duplo que causou 18 mortos e mais de cem feridos no mercado judeu de Jerusalém Oeste.
‘‘A política de arrogância, de expansão, de agressão, de confisco de terras, de judeização de Jerusalém e de desprezo pelas resoluções da ONU favorece a continuidade da violência e da contraviolência’’, afirmou um porta-voz da FDLP, Ali Badwan, em um comunicado recebido pela AFP.

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