JerusalémIsrael começou a sepultar ontem as vítimas do atentado palestino com carro-bomba que custou a vida na véspera de 14 passageiros de um ônibus, além dos dois terroristas suicidas, enquanto o exército israelense prepara sua resposta a essa ação. Entretanto, o primeiro-ministro israelense Ariel Sharon não reuniu seu gabinete para estabelecer a represália ao atentado, como costuma fazer em tais ocasiões. Mudança que para muitos significa que Israel renunciaria a uma resposta militar, embora alguns ministros assegurem que não é este o caso.
''A reunião de gabinete é uma medida que causa com frequência preocupação no estrangeiro, especialmente entre os norte-americanos'', disse pela rádio oficial o ministro do Interior, Eli Yshai, indicando que o ministro de Defesa, Binyamin ben Eliezer, tem ''carta branca para ordenar principalmente ataques seletivos, detenções, destruição de moradias, etc., que com frequência dão bons resultados. Eli Yishai asinalou, também, que seu país terá em conta os interesses dos EUA de atacar o Iraque ao planejar sua resposta ao atentado.
O ministro da Justiça, Meir Sheetrit, declarou também pela rádio que ''Israel tem o dever de defender-se e eliminar os que querem matar seus cidadãos. Mas quando existirem dirigentes palestinos dispostos à paz, então pretendemos ter com eles um diálogo sério''.
Apoio em quedaUma pesquisa divulgada ontem pela televisão pública israelense revelou que diminui cada vez mais o apoio dos israelenses ao governo de união nacional presidido por Ariel Sharon.
Segundo a pesquisa, 49% das pessoas entrevistadas são a favor de um gabinete de união nacional, enquanto 28% são contra e 23% não opinaram.
Em relação às pesquisas feitas em março de 2001, houve uma redução de 15 pontos percentuais no apoio ao governo.
A questão da manutenção do partido trabalhista na coalizão no poder estará no centro das eleições internas do partido, em novembro. O atual ''número um'' do partido, o ministro da Defesa, Binyamin Ben Eliezer, é favorável à sua permanência.
A pesquisa, realizada pelo instituto independente Market Watch, ouviu 500 pessoas e a margem de erro é de 4,5%.

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