Israel restabelece a passagem a palestinos
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terça-feira, 29 de abril de 1997
France Presse 
JERUSALÉM - O ministro israelense da defesa, Yitzhak Mordehai, anunciou ontem o levantamento do fechamento imposto aos territórios da Cisjordânia e da Faixa de Gaza a partir de hoje.
Os palestinos da Judéia-Samaria (Cisjordânia) e da Faixa de Gaza voltarão a suas vidas normais a partir de amanhã, anunciou ontem à rádio pública israelense.
O secretário-geral de gabinete palestino, Ahmed Abdel Rahman, recebeu com cautela a notícia: O fechamento é uma medida ilegal que contradiz os acordos e seu fim não significa um retorno à vida normal, disse acrescentando que as coisas não podem ser normais enquanto a política de colonização continuar na colina de Abu Ghneim, declarou à AFP.
Um porta-voz do exército israelense precisou, por sua vez, que 28 mil trabalhadores palestinos da Cisjordânia e 27 mil da Faixa de Gaza serão autorizados hoje a irem de casa para o trabalho em território israelense.
Os trabalhadores são todos maiores de 30 anos, casados, por causa de critérios estatísticos estabelecidos pelo exército.
Antes, um porta-voz militar tinha anunciado que cinco mil trabalhadores palestinos foram autorizados ontem a entrar em território israelense. Seiscentos e 50 funcionários da Autoridade Palestina, entre eles médicos e professores, receberam autorização para se deslocar entre a Faixa de Gaza e a Cisjordânia e de entrar em Jerusalém Leste.
O fechamento estrito dos territórios palestinos foi imposto por Israel depois de um atentado suicida, dia 21 de março passado em Tel Aviv, que deixou três mortos e foi mantido por risco de atentados durante as festas da páscoa judaica, que terminou segunda-feira.
Israel desistiu ontem de construir um mirante perto do futuro aeroporto palestino de Rafah (sul da Faixa de Gaza). Segundo o exército israelense, o prédio fazia parte das medidas de proteção das colônias judaicas. A Autoridade Palestina protestou argumentando que a torre dificultaria as decolagens e aterrissagens.


