Israel rejeita ultimato de grupos palestinos
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segunda-feira, 03 de julho de 2006
Folhapress 
São Paulo - O escritório do primeiro-ministro israelense Ehud Olmert informou ontem que Israel rejeitou um ultimato divulgado por grupos extremistas palestinos que supostamente mantêm o soldado israelense Gilad Shalit, 19 anos, como refém há oito dias.
Os três grupos extremistas que reivindicaram o sequestro Comitês de Resistência Popular, o braço armado do Hamas e o Exército Islâmico deram um prazo até as 6h de hoje (zero hora de Brasília) para que Israel liberte mulheres e menores de 18 anos de idade detidos em suas prisões. Caso contrário, os grupos ameaçam ''encerrar o caso''.
No entanto, fontes da defesa afirmaram ontem que as forças de segurança israelenses continuarão a realizar operações em Gaza. Um comunicado divulgado pelo escritório de Olmert diz que ''Israel não irá se curvar à extorsão da Autoridade Nacional Palestina (ANP) ou do governo do Hamas, que acusa de ser guiado por ''organizações terroristas''. ''Não haverá negociações para libertar prisioneiros'', diz o anúncio.
Olmert se reuniu com autoridades da área da segurança ontem. Em resposta ao ultimato, o chefe das forças armadas israelense, Dan Halutz, disse que Israel ''não se curvará a extorsões dos sequestradores e continuarão a lutar pela libertação de Shalit''.
O ministro israelense da Defesa, Amir Peretz, afirmou que a Síria ''tem a responsabilidade'' pelo destino de Shalit. Segundo Peretz, Israel ''saberá chegar aos responsáveis'' caso o soldado seja ferido. O líder exilado do Hamas, Khaled Meshal, vive atualmente em Damasco.
Após o ultimato dado pelos grupos terroristas, forças de defesa de Israel lançaram ontem um novo ataque contra o norte de Gaza. Um porta-voz do governo do Hamas afirmou que o ultimato era uma ''mensagem'' de que toda a ação militar israelense ''não levará a lugar algum''.
''Se (Israel) continuar a matar todos os dias, não libertará o soldado, nem vivo nem morto'', afirmou Ghazi Hamad. ''Este é o significado da mensagem''.
Ontem, cerca de cem pessoas fizeram uma manifestação em frente à representação diplomática do Egito em Gaza, para pedir que o Cairo apóie a reivindicação palestina a favor da libertação de prisioneiros em troca da libertação do soldado israelense sequestrado.


