Israel reiterou ontem sua oposição ao envio de observadores internacionais, mas não descartou a possibilidade de maior participação da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) num mecanismo de vigilância.
‘‘Somos contra a presença de qualquer observador, mas se isto nos for imposto, observadores americanos seriam aceitos’’, declarou o ministro da Defesa israelense, Binyamin Ben Eliezer, à rádio pública. Entretanto, num esclarecimento feito depois de sua entrevista à rádio, Ben Eliezer afirmou que ‘‘numa situação extrema, aceitaria o envio de membros da CIA e se oporia à presença de outra força internacional’’.
A presidência do Conselho insistiu ontem na resposta negativa de Israel ao envio de observadores a territórios palestinos e disse que ‘‘não há perigo de que Israel se veja forçado a aceitar isso, pois tanto os ministros do G-8 quanto o informe Mitchell exigem acordo de ambas as partes’’.
Os palestinos pedem a presença internacional há tempos, para ‘‘proteger o seu povo’’. Os ministros das Relações Exteriores do G-8 se pronunciaram na quinta-feira, em Roma, a favor do envio de observadores internacionais ao Oriente Médio, uma vez que se estabeleça cessar-fogo e ambas partes estejam de acordo.
Um assessor de Ariel Sharon, Dore Gold, lembrou que ‘‘já existe um mecanismo de supervisão com a CIA’’, nos acordos de Wye Plantation.

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