Israel reduz restrições a árabes em Jerusalém
Associated Press
De Jerusalém
Israel comprometeu-se ontem a suspender uma prática considerada pelos residentes palestinos de Jerusalém como uma agressão a revogação das permissões de residência para palestinos que estiverem ausentes da cidade.
De acordo com uma lei de 1967, Israel pode revogar os direitos de residência de palestinos que morarem fora de Jerusalém por mais de 7 anos.
Israel usou a lei para revogar as permissões de residência de 5.906 palestinos, a maior parte nos últimos quatro anos, quando começou a implementar a lei seriamente, disse o Betselem, grupo de defesa dos direitos humanos.
O ministro do Interior, Natan Sharansky, afirmou ontem que Israel não vai usar como desculpa o fato dos árabes não estarem aqui para revogar sua residência. Segundo declaração à rádio Israel, o ministério do Interior não vai pedir a um palestino que traga as contas de água e luz dos últimos dez anos para checar se ele estava em Jerusalém.
Os palestinos têm reclamado que as revogações das permissões são uma tentativa para limitar a população palestina na disputada cidade. Os palestinos reivindicam a parte leste de Jerusalém, tomada da Jordânia por Israel na guerra de 1967, como futura capital do Estado Palestino.
O Betselem recebeu bem as mudanças na política mas disse que Israel deve também rescindir a lei de residência. Segundo o porta-voz do grupo, Tomer Feffer, não há nada que impeça o próximo ministro do Interior de reforçar a lei. A Suprema Corte de Israel está considerando uma petição para terminar com a prática.
Os palestinos querem estabelecer a capital de um futuro Estado em Jerusalém Oriental. Israel afirma que nunca vai ceder o controle da cidade inteira, na qual vivem 430 mil judeus e 200 mil palestinos.
Israel também distribuiu centenas de permissões de viagem ontem para palestinos como preparação para a abertura da estrada entre a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, adiada duas vezes.
Mesmo assim, Israel e os palestinos ainda não entraram em acordo quanto à data da chamada passagem segura que vai permitir que palestinos movam-se com relativa liberdade pela primeira vez entre duas áreas separadas.
A estrada deveria ter sido aberta no dia 3 de outubro, mas ainda há desacordos sobre sua operação. Entre as questões pendentes, estão os procedimentos necessários para os palestinos que vivem fora das áreas autônomas atravessarem a fronteira.
Israel aprovou 800 permissões de viagem e começou a distribuir 500 delas ontem entre os funcionários da Autoridade Palestina.





