Israel recusa a mediação da ONU
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 07 de novembro de 2000
Associated Press De Jerusalém 
O primeiro-ministro de Israel, Ehud Barak, rechaçou nesta segunda-feira as reivindicações da Autoridade Palestina de que uma força internacional de proteção, conduzida pela Organização das Nações Unidas (ONU), seja enviada aos territórios de Gaza e da Cisjordânia e novos mediadores sejam incorporados ao processo de paz, além dos Estados Unidos.
A questão será encaminhada pelo líder palestino Yasser Arafat durante o encontro que terá com o presidente norte-americano Bill Clinton na quinta-feira, em Washington.
Arafat acusa o Estado judeu de uso excessivo de força contra os manifestantes palestinos e defende a intervenção externa para estancar a violência, que já causou mais de 190 mortes em cinco semanas.
Os palestinos também se queixam de que a mediação norte-americana favorece aos israelenses, razão pela qual pleiteiam a inclusão de China, União Européia (UE) e Rússia nas negociações. Israel quer manter os norte-americanos seus tradicionais aliados como mediadores principais.
A trégua, em seu quinto dia nesta segunda-feira, reduziu o nível geral de conflitos, mas não os extinguiu por completo.
Ontem, dois jovens palestinos um de 15 e outro de 17 anos foram assassinados a tiros por soldados israelenses e mais de 30 manifestantes ficaram feridos durante confrontos nos territórios, informaram médicos de hospitais locais.
O dirigente israelense voltou a dizer nesta segunda-feira que reconhece certo esforço por parte de Arafat para acalmar os ânimos, mas enfatizou que os resultados mostram que não há redução real da violência e acusou os palestinos de fracassarem na implementação de uma trégua.


