Israel recua sobre trégua com Hamas
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Folhapress 
São Paulo- Israel anunciou ontem que só reabrirá as fronteiras da faixa de Gaza depois que o Hamas libertar o cabo Gilad Shalit, sequestrado há mais de dois anos. A exigência contraria o rumo seguido até então nas negociações, mediadas pelo Egito, sobre um cessar-fogo duradouro em Gaza após o conflito encerrado em 18 de janeiro.
O plano egípcio previa o levante do bloqueio imposto por Israel a Gaza desde que o Hamas assumiu o controle do território palestino, em junho de 2007. Em troca, o grupo islâmico aceitaria o retorno da Autoridade Nacional Palestina (ANP), único interlocutor reconhecido por Israel, aos postos de fronteira, e poria fim aos disparos de foguetes contra o território israelense.
As conversas sobre trocas de prisioneiros vinham sendo feitas paralelamente. O Hamas condiciona a entrega de Shalit, 22, sequestrado em junho de 2006 na fronteira entre Gaza e Israel, à libertação de 1.400 palestinos em prisões israelenses, incluindo parlamentares do grupo eleitos em 2006.
Após uma reunião ontem, o gabinete israelense concluiu que ''seria inconcebível aceitar uma trégua e a abertura de passagens em Gaza sem a libertação de Shalit'', disse o ministro do Interior, Meir Sheetrit. O premiê Ehud Olmert disse que Israel ''continuará os esforços humanitários'' para a entrada de suprimentos em Gaza, mas ressaltou que a reabertura das fronteiras ''será discutida quando Shalit for libertado''.
O Egito também mantém fechado seu posto de fronteira com o território, em Rafah.
Olmert tenta aproveitar os seus últimos dias no poder -até que seja formado o novo governo, após as eleições gerais do último dia 10- para obter a libertação de Shalit, cujo caso é motivo de comoção nacional.


