Israel reconhece que ataque contra Gaza foi um erro
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quarta-feira, 24 de julho de 2002
Agência EFE 
JerusalémO Exército israelense reconheceu ontem que as consequências do bombardeio aéreo a Gaza na madrugada de terça-feira, que matou 15 palestinos, entre eles o líder terrorista islâmico Salah Shahade, decorreram de um grave erro na leitura das fotografias aéreas da região.
A investigação preliminar do incidente, que valeu a Israel uma dura condenação por parte da comunidade internacional, revela que os estrategistas da Força Aérea deveriam ter visto, através das fotografias, que haveria numerosas vítimas civis, informou a televisão pública.
Sharon quer negociarO primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, se reúniu ontem com o ''comitê de reflexão'' visando um reatamento dos contatos com o Governo palestino. Os contatos estão interrompidos desde sábado.
Alivio no bloqueioO Governo israelense decidiu ontem que seguirá adiante com a aplicação das medidas já aprovadas para aliviar o bloqueio e o toque de recolher aos palestinos da Cisjordânia e Gaza, informaram fontes políticas. Entre as medidas a aplicar estão a suspensão do toque de recolher aos palestinos durante o dia, a redução da área de exclusão marítima frente ao litoral de Gaza a fim de que os pescadores possam trabalhar , e a autorização a 7.000 palestinos para que trabalhem em Israel.
Hamas suspende diálogoO Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) suspendeu os contatos com a Autoridade Nacional Palestina (ANP) visando a alcançar um cessar-fogo unilateral com Israel, informou ontem seu porta-voz Abdelaziz Rantisi. ''Depois do assassinato de Salah Shahade, líder do Izadin Al Kasam, braço armado do Hamas, este diálogo não tem razão de ser'', disse Rantisi à imprensa de Gaza.
Brasil condenaO Governo do Brasil condenou ontem o ataque aéreo das Forças de Defesa de Israel contra alvos civis na Faixa de Gaza. Segundo um comunicado difundido pelo Ministério das Relações Exteriores, ''o Brasil condena, uma vez mais, os ataques contra civis, entre os quais crianças inocentes, e reitera a necessidade que sejam respeitadas as normas do Direito Internacional Humanitário''.


