Israel reage a foguetes e ataca faixa de Gaza
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quinta-feira, 17 de maio de 2007
Folhapress 
São Paulo- Israel reagiu ontem aos foguetes disparados por radicais palestinos contra o seu território com uma nova ofensiva aérea na faixa de Gaza, que deixou seis mortos. Enquanto Israel atacava do ar, no chão os palestinos se enfrentaram pelo sétimo dia consecutivo, deixando mais quatro mortos.
Com os incidentes, já são pelo menos 46 os mortos na mais recente onda de violência entre as duas principais facções palestinas, a islâmica Hamas e a laica Fatah, iniciada na última sexta-feira.
A retaliação israelense foi motivada pelos foguetes lançados por militantes ligados ao Hamas, no que foi considerada por observadores uma manobra para desviar a atenção dos graves confrontos entre facções palestinas em Gaza.
Também houve uma incursão terrestre limitada, com soldados e tanques de Israel ocupando posições perto da fronteira entre o país e o território palestino.
Israel desferiu três ataques em retaliação aos mais de 50 foguetes disparados em três dias -contra um complexo de segurança do Hamas, um carro com dois ativistas e um trailer do grupo radical palestino. O Hamas reagiu ameaçando retomar as ações terroristas suicidas contra Israel.
Os três ataques foram confirmados por Israel, que tinha ameaçado uma resposta dura se o disparo de foguetes continuasse. ''Hoje Israel disse basta. Israel tomará todas as medidas defensivas para pôr fim ao disparo de foguetes'', disse ontem Miri Eisen, porta-voz do governo, num dia em que os ataques do Hamas atingiram uma escola e deixaram dois feridos em Israel.
A entrada em cena de Israel deu nova dimensão ao conflito palestino, ampliando uma crise que se torna ainda mais explosiva com a ameaça do Hamas. ''Isso é uma guerra aberta contra o Hamas. Todas as opções estão abertas, inclusive operações de martírio'', disse Abu Ubaida, porta-voz do braço armado do Hamas, usando o termo pelos quais os radicais se referem ao terrorismo suicida.
Após várias tentativas frustradas das lideranças palestinas de estabelecer um cessar-fogo, a violência teve queda acentuada na faixa de Gaza. Na quarta-feira, os confrontos entre militantes do Hamas e do Fatah haviam tido seu dia mais sangrento em um ano, com 22 mortos.
A tensão entre os dois grupos, contudo, continuava alta em Gaza. Na TV, no rádio e na internet, membros do Hamas acusavam o Fatah, do presidente Mahmoud Abbas, de conspirar com Israel contra o grupo islâmico.
Embora o governo israelense tenha declarado que não apoiaria nenhum lado na briga palestina, os ataques de ontem tornaram mais difíceis os deslocamentos dos militantes do Hamas, o que pode alterar o equilíbrio de uma disputa que foi claramente desfavorável para o Fatah nos últimos dias.
Em Washington, o governo americano pediu moderação a todos os envolvidos, mas manifestou seu apoio ao direito israelense de se defender dos ataques do Hamas.


