Israel reafirma oposição a um enterro em Jerusalém
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quinta-feira, 04 de novembro de 2004
France Presse 
Jerusalém - O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, reafirmou ontem que Israel se oporá a um enterro em Jerusalém do líder palestino Yasser Arafat, caso morra em Paris, onde está atualmente internado em estado crítico, informou a rádio pública.
Uma equipe dirigida pelo secretário de gabinete de Sharon, Israel Maimon, está preparando um documento explicando esta oposição, e de um modo geral os motivos da hostilidade de Israel contra o presidente da Autoridade Palestina (ANP).
Os oficiais israelenses foram orientados a não comentar o estado de saúde de Arafat, nem dar palpite sobre quem poderia ser seu sucessor, segundo a rádio. ''Enquanto eu estiver no poder, e não tenho a intenção de deixá-lo, Arafat não será enterrado em Jerusalém'', havia avisado Sharon no domingo.
Citado pela rádio, o premiê israelense havia então destacado que o Estado hebreu considerava Jerusalém como sua capital ''eterna e indivisível'', enquanto que os palestinos pretendem estabelecer a capital de seu futuro Estado no setor oriental da metrópole, ocupado e anexado por Israel desde junho de 1967.
Yasser Arafat, 75 anos, expressou várias vezes o desejo de ser enterrado na parte leste de Jerusalém, na Esplanada das Mesquitas. O líder palestino está hospitalizado desde sexta-feira passada no estabelecimento militar de Percy, em Clamart, a oeste de Paris. Na capital francesa, seu principal conselheiro, Nabil Abu Rudeina, admitiu na tarde de ontem que Arafat ''está em estado grave, mas não em coma''.


