Jerusalém O gabinete israelense de segurança deu esta ontem seu ''consentimento de princípio'' para a expulsão, por parte do exército e para fora dos territórios palestinos, do presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, informaram fontes governamentais. O gabinete anunciou, em um comunicado, que ''Arafat é um obstáculo para a paz e Israel se esforçará para suprimir este obstáculo''. Esta declaração significa que o exército israelense tem permissão para expulsar o líder palestino no momento mais oportuno, segundo uma fonte governamental.
Posição de Arafat O lider palestino Yasser Arafat disse ontem que ''ninguém pode me expulsar'', depois que o gabinete de segurança do governo de Israel aprovou sua expulsão dos territórios palestinos. ''Podem me matar com sua bombas, mas não irei'', declarou Arafat a um grupo de jornalistas em seu quartel-general.
Qorei ameaça O primeiro-ministro palestino, Ahmed Qorei, ameaçou ontem interromper os trabalhos de formação de um novo governo, depois que Israel deu sinal verde à expulsão do líder palestino, Yasser Arafat, informou em comunicado enviado à AFP.
Mais de mil palestinos se concentraram, ontem, por volta das 22H00 locais diante da Muqata, o quartel-general do presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, pouco depois de o gabinete de segurança israelense dar sinal verde à sua expulsão, manifestando apoio a ele.
EUA não concordam Os Estados Unidos se opõem à eventual expulsão do líder palestino Yasser Arafat por considerar que ela não ajudará a pacificação do Oriente Médio, disse um alto funcionário de Washington.
''Nossa posição quanto a Arafat não mudou. Continuamos achando que ele é parte do problema, não da solução'' no Oriente Médio, assinalou o funcionário que pediu o anonimato.
Washington considera que a expulsão não seria útil, ''já que isso seria lhe dar outra tribuna para se expressar'', declarou. Os israelenses ''compreendem nossa posição'' e ''sabem o que pensamos'', disse, por sua vez, Richard Boucher, porta-voz do departamento de Estado.

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