Israel proibie palestinos de viajar
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 08 de janeiro de 2003
France Presse 
Gaza Israel proibiu palestinos com menos de 35 anos de sair da Cisjordânia e da Faixa de Gaza para viajar ao exterior. Os ministros palestinos também foram proibidos de circularem entre as cidades cisjordanianas, disse à AFP o negociador palestino Saeb Erakat.
''Israel tomou a decisão de impedir os palestinos com menos de 35 anos de abandonar os territórios e de proibir dirigentes da Autoridade Palestina de transitarem entre as cidades ou viajarem ao exterior'', afirmou Erakat. ''Trata-se de mais uma prova de que Israel quer destruir a Autoridade Palestina'', acrescentou.
Na segunda-feira, o Exército israelense informou os dirigentes da Autoridade Palestina que palestinos com menos de 35 anos não têm autorização para ir a Israel até nova ordem, mesmo os que possuem permissão de trabalho. Cerca de 17 mil palestinos estão nesta situação, segundo autoridades palestinas.
Esforço de Blair O premier britânico, Tony Blair, escreveu ao colega israelense, Ariel Sharon, para tentar salvar a ameaçada conferência londrina sobre a reforma da Autoridade Palestina, já que o Estado hebreu decidiu proibir a viagem dos delegados palestinos, informou ontem um porta-voz do governo britânico.
A conferência internacional, ainda programada para as próximas segunda e terça-feiras, era uma chance para que Londres cortejasse os países árabes enquanto se instala no Golfo Pérsico o arsenal britânico-norte-americano.
Além dos dirigentes palestinos, Londres deseja convidar representantes dos principais ''atores'' internacionais no Oriente Médio como o chamado Quarteto (Estados Unidos, Rússia, União Européia e Nações Unidas), ou delegados de países árabes da região.
Escândalo A polícia israelense iniciou uma investigação sobre um aval bancário de 1,5 milhão de dólares concedido por um empresário sul-africano a Omri e Gilad Sharon, os filhos do primeiro-ministro Ariel Sharon, informou ontem o jornal Haaretz. Segundo o jornal, o primeiro-ministro e seus filhos seriam suspeitos de ter recebido subornos, de abuso de confiança e de falsos depoimentos.
A investigação policial foi iniciada com a aprovação do conselheiro jurídico do Governo, Elyakim Rubinstein, que também é procurador geral, precisou o jornal.
O Likud, partido de direita do primeiro-ministro israelense, está também no centro de um escândalo pela compra de votos para compor a lista de candidatos às eleições do próximo dia 28 e pela infiltração de ex-delinquentes em seu comitê central.


