Israel prepara retirada de Gaza
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domingo, 15 de junho de 2003
France Presse 
Jerusalém - As negociações sobre uma retirada militar israelense do Norte da Faixa de Gaza e a transferência da segurança aos palestinos pareciam estar bem encaminhadas ontem, enquanto o emissário americano que chegou no final de semana pressionava as duas partes para pôr fim à violência.
O secretário de Estado americano Colin Powell exortou as autoridades israelenses e palestinas no sábado a ''superar a atual onda de violência e não permitir que o Mapa da Paz seja destruído''. O plano de paz internacional tem sido colocado à prova por sangrentos confrontos que deixaram mais de 50 mortos na semana passada.
O emissário americano John Wolf, encarregado pelo presidente George W. Bush de supervisionar a aplicação da ''Mapa Paz'', chegou à região no sábado. Reuniu-se com Avi Dichter, o chefe do Shin Beth, serviço de segurança interna israelense, e hoje tem encontro marcado com o primeiro-ministro israelense Ariel Sharon, afirmou a rádio pública israelense. Wolf também vai falar com as autoridades palestinas, segundo fontes palestinas.
O Exército israelense se preparava ontem para uma retirada do Norte da Faixa de Gaza, depois de uma reunião entre autoridades dos serviços de segurança palestinos e israelenses realizada no sábado à noite, noticiou a rádio militar israelense.
Dureza contra o Hamas - O presidente americano George W. Bush disse ontem a comunidade internacional deve ''tratar duramente'' o Hamas e outros grupos radicais palestinos que utilizem a violência contra Israel. As declarações foram feitas no Maine (nordeste dos EUA), na residência de verão de seu pai, o ex-presidente George Bush.
Prevendo um ''caminho difícil para a paz'', Bush disse que, antes da criação de um Estado Palestino independente, ''o mundo livre, aqueles que amam a liberdade e a paz, deverá tratar duramente o Hamas e os assassinos de israelenses''.
''Os que estão interessados em fazer o processo avançar devem combinar esforços para eliminar todo o dinheiro e apoio a qualquer um que tente sabotar o processo de paz'', declarou o presidente americano aos jornalistas.
Bush reiterou seu compromisso com o 'mapa da paz', que estabelece que os palestinos devem desmantelar os grupos extremistas com o objetivo de criar um Estado Palestino no ano de 2005.
''Acredito que podemos obter a paz. Será um caminho duro, mas estou determinado a continuar usando o peso deste governo para avançar rumo a paz'', afirmou Bush.
O presidente não respondeu os jornalistas que perguntaram se os Estados Unidos concederão dinheiro e armas para ajudar o primeiro-ministro palestino, Mahmud Abbas, a criar uma força de segurança.
''Gostaríamos que a Autoridade Palestina organizasse uma força de segurança (...) que realize o trabalho que o primeiro-ministro Abbas me garantiu que está interessado em fazer, que é derrotar os terroristas'', afirmou.


