Israel prepara resposta ao ''massacre'' de Hebron
PUBLICAÇÃO
domingo, 17 de novembro de 2002
France Presse 
Hebron, Cisjordânia - O Estado de Israel estava abalado ontem, depois do ''massacre'' de sexta-feira em Hebron (Cisjordânia), e o governo prepara uma resposta forte.
Doze israelenses foram mortos em emboscadas palestinas contra soldados e moradores da colônia de Kyriat Arba quando voltavam a pé da Tumba dos Patriarcas, um lugar santo tanto para o judaísmo quanto para o Islã, depois das orações do Shabbat, descanso semanal judeu.
Três membros da Jihad Islâmica, que reivindicou a autoria dos ataques, morreram no local. Catorze israelenses ficaram feridos. Os soldados que tentaram socorrê-los caíram por sua vez em uma emboscada dos agressores, que dispararam com armas automáticas e lançaram granadas. A troca de tiros durou mais de quatro horas.
As autoridades israelenses se mostraram indignadas, disseram que fechavam as portas para qualquer negociação com os palestinos, depois deste ''massacre no dia do Shabbat''. O diretor do gabinete do primeiro-ministro Ariel Sharon, Dov Weissglas, disse à rádio que os atacantes ''aproveitaram a redução do dispositivo de segurança em Hebron para realizar este atentado vergonhoso''.
Na Cisjordânia, dois palestinos foram mortos por disparos israelenses. Um militante da Jihad Islâmica morreu em um tiroteio em Jenin (ver box) e uma mulher perdeu a vida ao ser atingida por um disparo de metralhadora, dentro de casa em Nablus, reocupada pelo Exército israelense e submetida ao toque de recolher.


